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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Em nome da proibição do Mustang

Em nome da proibição do Mustang | Noticias Automotivas - Carros

Existe uma terra mágica chamada Facebook, comumente visitada por pessoas que tem o passaporte do continente chamado Internet. Por lá acontece de tudo, desde protestos sérios que resultam em alguma ação positiva, como também algumas coisas que talvez não devessem ter saído da cabeça de certas pessoas.
Mas não sejamos hipócritas, todo mundo tem seus momentos de “improdutividade mental”, talvez em formato de alguma piadinha de mau gosto ou até mesmo uma ideia que solucionaria seus problemas, mas que não é socialmente aceita.


Há algumas semanas, recebi um link de um grupo na terra do Facebook que comprova exatamente o que eu disse, chamado “Ban The Ford Mustang”, ou no bom português, “Proíbam o Ford Mustang”. Primeiramente, você deve estar pensando: deve ser algum fã-boy da Chevrolet ou algum apaixonado pela Dodge que criou essa página simplesmente para causar as famosas “flame-wars” da internet, em outras palavras, brigas de território mesmo, para ver quem tem mais paciência de ficar em frente à tela de um computador apontando o dedo para outra pessoa dizendo que “ela está errada”.
Curiosamente, esta página não é de nenhum militante rival da Ford ou do Mustang. É uma página séria, acredite. A descrição é clara: “Esta página foi criada para ajudar as vítimas mortas pelo Ford Mustang. Todos os carros esportivos devem ser regulamentados e proibidos”. Caro leitor, caso não acredite em mim, o link estará ao final do texto, mas é exatamente isto que o dono da página está propondo: o banimento, a proibição da venda, circulação e produção de carros esportivos, mais especificamente o Ford Mustang.
Não satisfeito com a tamanha piada, o dono da página, ao menos é o que parece, está contando com o apoio de uma Senadora norte-americana para tocar o projeto para frente, ou seja, a proposta é realmente séria. Por favor, peço que não me entendam mal, as mortes ocorridas no trânsito devem ser discutidas de maneira séria e realista, isso é um problema crônico e que está crescendo a cada dia que passa, tanto pela mistura de bebida alcoólica ao volante como pelos diversos erros existentes na formação dos motoristas do mundo inteiro.
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Mas cá entre nós, banir os carros esportivos, ou pior, culpar especificamente um modelo de carro, seria a solução desses problemas? Qualquer um poderia pesquisar no Google e achar acidentes envolvendo praticamente todos os carros do mundo, isto é, a origem da questão está longe de ser a pequena máquina motorizada, somos nós os culpados de tamanho caos no trânsito.
Todo feriado aparece na mídia que a quantidade de multas, radares eletrônicos e fiscalização aumentaram, mas, ainda assim, o número de mortos continua subindo. Inúmeras reformulações da Lei Seca entram em vigor, mais segurança é investida nos carros (não nos nacionais, claro) e nada disso consegue resolver o problema do cara que passa dos limites no álcool e volta pra casa dirigindo. Isso é um problema mundial, não é só do Brasil.
Obviamente, não há como levar a sério uma página como essas do Facebook, ela serve apenas de plano de fundo para retomar essa discussão que é maquiada de politicagem e demagogia, tanto pela mídia, quanto pela sociedade. Em um cenário hipotético, vamos realmente banir o Ford Mustang e todos os carros esportivos do planeta.
Vamos impedir que as pessoas dirijam a velocidades acima de 50 km/h, vamos monitorar o que cada motorista está fazendo e puni-lo como se fosse um pecado capital. Aí eu pergunto: vai adiantar? Só para ilustrar, vamos construir outro cenário hipotético: implementem aulas de educação no trânsito desde o Ensino Fundamental, para que crianças cresçam tendo noção do que é certo e errado.
Refaçam o sistema de formação de condutores visando a humanização e conscientização do condutor, não o empirismo dos lesados processos avaliativos aplicados atualmente. Problemas devem ser resolvidos, não maquiados. Problema de má conduta, incluindo desrespeito e desobediência, se cura com educação, não com proibição.
Não querendo dar ainda mais valor a tal página, vamos aplicar mais um pouco de lógica e razão: se pegarmos as notícias de acidentes automobilísticos, veremos que a grande maioria deles é causa por carros populares, tanto aqui no Brasil, quanto no exterior.
Supondo que a pessoa queira realmente “erradicar” o problema das mortes no trânsito, não seria mais eficaz propor a proibição da venda de Toyota Corolla, por exemplo? Assim como o Volkswagen Gol no Brasil, o sedan japonês é um dos carros mais vendidos do mundo, logo, é “responsável” por uma boa quantidade de acidentes. (Para os desavisados, isto foi uma ironia)
Lugar de carro esportivo é na pista de corrida, é em trackday, auto-cross, arrancada e diversas outras modalidades amadoras e profissionais. Culpar o carro pelo mal-uso de um indivíduo é a medida mais boçal e pré-meditada que alguém pode fazer. É como culpar o limão e o sal pela enxaqueca que a cerveja causou no dia seguinte. Vamos usar mais a cabeça e menos a televisão.
Enquanto isso, caso dominem o inglês, fiquem a vontade para dar algumas risadas com a página em questão: https://www.facebook.com/BanTheFordMustang.
Por Julio Cesar Molchan de Oliveira
Mustang

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