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sábado, 30 de julho de 2011

Parque São Bernardo será urbanizado - Diário do Grande ABC

Parque São Bernardo será urbanizado - Diário do Grande ABC
O Parque São Bernardo, uma das ocupações irregulares mais antigas de São Bernardo e da região, começa a mudar de cara. Aos 50 anos, a favela receberá obras de urbanização e construção de 778 unidades habitacionais por meio do Programa de Aceleração do Crescimento 1. Também serão beneficiados os núcleos Alto da Bela Vista e Novo Parque, com investimentos de R$ 105 milhões. Desse montante, R$ 62,4 milhões são repasses federais e empréstimos, e R$ 43,2 milhões são de contrapartida da administração municipal.
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O prefeito Luiz Marinho (PT) assinou ontem a ordem de início dos serviços para as obras de urbanização e construção de unidades habitacionais da segunda e terceira etapas do Projeto de Urbanização e Saneamento Integrado. A primeira etapa foi finalizada em 2006, na gestão do ex-prefeito William Dib (PSDB).
As obras vão contemplar 3.123 famílias do Parque São Bernardo, Alto da Bela Vista e Novo Parque.
Na Passagem do Oleoduto, que faz parte do núcleo, famílias aguardam pela urbanização em condições precárias. É o caso da dona de casa Gilmara Rodrigues dos Santos, 34 anos, e dois filhos. O esgoto que corre a céu aberto pela viela se transforma num rio em frente a seu barraco.
O imóvel ao lado, abandonado, inundou até a metade da parede com a água fétida. "Meu menino de 1 ano e 4 meses tem estomatite, não sai do hospital", lamentou.
A secretária de Habitação de São Bernardo, Tássia Regina, afirmou que a nova obra terá, também, a construção de equipamentos públicos, como um centro de educação profissional e práticas esportivas, centro comercial, pista de skate e, inclusive, paisagismo do oleoduto. "Essa é uma área da qual o prefeito sempre pergunta."
A segunda etapa será executada com recursos do PAC 1, pedidos na última gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A secretária explicou que o valor orçado em 2006 teria sido de R$ 13 milhões, mas como a obra não foi executada, as correções monetárias aumentaram o custo a R$ 35,5 milhões.
"Esse é o custo de deixar o dinheiro parado." Os R$ 22,5 milhões faltantes o município está reclamando junto ao governo do Estado, que, segundo Marinho, foi "bastante receptivo." Essa etapa contempla obras de produção habitacional e urbanização, equipamentos e ações. A recuperação ambiental, regularização fundiária e trabalho social também estão inclusos.
Já a terceira etapa será executada com recursos do PAC 1/Pró-Moradia, de 2009, que contempla a continuação das mesmas ações. Com ou sem o recurso estadual, as autoridades garantiram que as obras estarão prontas em 36 meses, a contar de segunda-feira, dia do início dos trabalhos.
A intenção é acabar com o sofrimento de moradores como o da auxiliar de enfermagem desempregada Deliane Ferreira, 26, que teve um lixão formado ao lado do barraco onde mora, após a demolição da residência de um vizinho. "O povo joga saco de lixo de lá de cima do morro."
Ela e o marido colocaram fogo nos detritos, o que não afastou os ratos, baratas e mosquitos. "Minha menina vive com alergia. A gente precisa sair daqui urgente." Os olhos de Deliane refletem o desespero de todos que esperam ver o Parque São Bernardo mudar.
Santo André mostra programa Carta de Crédito
A Prefeitura de Santo André e integrantes da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano vão realizar na quinta-feira reunião com as famílias que vivem nas áreas de risco do Jardim Santo André para apresentar o programa de Carta de Crédito.
O encontro será realizado às 19h, no Salão Burle Marx, no 9º andar do prédio do Paço Municipal, e tem o objetivo de mostrar a possibilidade da escolha de uma residência regularizada em qualquer parte do Estado com valores entre R$ 70 mil a R$ 100 mil, que vai variar conforme a renda mensal de cada família.
O programa faz parte do convênio entre a Prefeitura e a CDHU para beneficiar 1.937 famílias que vivem em áreas de risco na região. Já foram retiradas cerca de 1.700 que recebem ajuda social de R$ 380 ou estão abrigadas em alojamentos, até a construção das habitações.
"Queremos dar mais alternativas para essas famílias buscarem uma moradia, seja pelas unidades construídas pela CDHU ou pela escolha de uma residência. Estamos analisando caso a caso", disse o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Frederico Muraro Filho.
A próxima etapa é a remoção de 109 famílias. "A reintegração de posse estava marcada para este mês, mas vamos conversar com os técnicos da CDHU e nos reunir sexta-feira com o 41º Batalhão da Polícia Militar para tentar ampliar o prazo. Eram 111 famílias, mas duas já conseguiram onde ficar", explicou Muraro.
O repasse da companhia para a Prefeitura é de R$ 24 milhões para a remoção de famílias cadastradas que estão em áreas com riscos de acidentes geológicos iminentes, conforme laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas. (Bruna Gonçalves)
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